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Nutrição e doença renal crônica em cães e gatos

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Os rins são filtros que promovem a "limpeza" do nosso organismo, através da separação das toxinas e demais resíduos, denominados excretas, eliminadas pela urina. Suas principais funções são:


  • eliminar as toxinas e dejetos resultantes do metabolismo corporal: ureia, creatinina, ácido úrico, etc;

  • controlar o balanço químico e de líquido do corpo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos, evitando, assim, o aparecimento de edemas (inchaços) e aumento da pressão arterial;

  • atuar como órgãos produtores de hormônios: eritropoetina, que participa na formação de glóbulos vermelhos; a vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio para fortalecer os ossos e a renina, que intervém na regulação de pressão arterial.

Com responsabilidades tão importantes,

os rins são órgãos que precisam de muita atenção e cuidado!



As principais doenças que podem afetar os rins são:



  • Cálculos renais (pedra nos rins)

  • Infecção renal ou pielonefrite

  • Cistos renais

  • Tumor ou câncer de rim

  • Perda da função renal (insuficiência renal)


O tema do nosso post, a Doença Renal Crônica (DRC) em cães e gatos é caracterizada por uma perda irreversível e progressiva da função renal e é caracterizada por alguns sinais, entre eles:







  • Poliúria (volume excessivo de urina)

  • Maior frequência de micção

  • Polidipsia (sede excessiva)

  • Depressão

  • Diarreia

  • Vômito

  • Anorexia

  • Osteodistrofia renal

  • Anemia

  • Comprometimento neurológico





A DRC pode ocorrer em qualquer fase da vida do pet, mas é mais comum em cães e gatos mais velhos. É subdividida em estágios [1] e em cada um, os sintomas e o diagnóstico podem ser distintos. Inicialmente, por exemplo, os níveis séricos de fosfato plasmático podem ser normais, devido a uma série de hormônios liberados que produzem reações bioquímicas que podem mascarar esse resultado e dificultar o diagnóstico. Já em estágios mais avançados, o mau funcionamento dos rins revela sintomas mais evidentes, podendo também levar à situações de maior risco, como crises urêmicas (contaminação do sangue) e desidratação profunda.


 

É importante observar que os rins

podem perder de 70% a 85% da sua

capacidade antes do pet começar a mostrar

sinais clínicos de insuficiência renal.

 

Por isso, a prevenção ainda é a melhor forma ajudar cães e gatos a terem uma vida mais longa e saudável. O consumo regular de água, a alimentação adequada, a frequência de urina e o check-up anual são de extrema importância.


Exames de rotina podem indicar DRC. Alguns mais importantes são as dosagens de creatinina, ureia, proteínas e nitritos. Uma alteração nesses níveis sugerem a investigação mais aprofundada, normalmente realizada por um veterinário nefrologista, que poderá solicitar exames complementares, além de indicar medicamentos e alteração na alimentação (que deve ser acompanhada por um veterinário nutrólogo).



COMO A ALIMENTAÇÃO NATURAL PODE AJUDAR CÃES E GATOS NEFROPATAS:


Paralelamente ao tratamento com medicamentos e terapias, algumas alterações na alimentação podem ser essenciais para o aumento da qualidade de vida dos cães e gatos. A redução de fósforo na dieta pode aumentar a sobrevida de cães e gatos com DRC [2]. Outro estudo [3], também sugere a adição de óleo de peixe à dieta, que pode auxiliar através de ação anti-inflamatória e redução da pressão arterial sistêmica. O uso de antioxidantes é mais um aliado do tratamento da DRC, tendo em vista que cães e gatos nefropatas têm sua capacidade antioxidante mais baixa. Outro ponto importante é que as dietas devem ser alcalinizadas para evitar acidose metabólica, que pode causar dissolução mineral óssea.


Mas, quando o assunto é DRC, alguns ingredientes da alimentação que são vistos como vilões, na realidade não são. Vamos falar um pouco sobre eles:

PROTEÍNA: a redução da proteína na dieta tem benefícios, mas não ajuda a conter a evolução da doença, exceto no caso da doença glomerular, caracterizada pela perda de proteína através da urina [4]. Usualmente, ocorre a limitação (e não restrição) proteica concomitante à redução de fósforo. Muito importante, principalmente nessa fase, é utilizar proteínas de altíssima qualidade, com alta digestibilidade, alta biodisponibilidade e com um perfil de aminoácidos essenciais adequado (isso é assunto para outro post).


- Como a manutenção do peso é muito importante, a ingestão calórica precisa ser suficiente para evitar catabolismo, processo naturalmente iniciado

pelo organismo para suprir as necessidades proteicas [5]-


SÓDIO: a restrição não afeta a hipertensão e nem a filtração glomerular (primeira etapa na formação da urina) a longo prazo. Inclusive, a restrição excessiva pode ativar um sistema chamado "renina-angiotensina", importante regulador da pressão arterial e do equilíbrio eletrolítico [6, 7].


POTÁSSIO: aqui ocorre uma diferença bem interessante entre cães e gatos. No caso dos cães, normalmente é necessário limitar a quantidade de potássio ingerida, pois tendem a apresentar HIPERCALEMIA. Já no caso dos gatos, geralmente ocorre HIPOCALEMIA, o que leva à necessidade de suplementação de potássio.


A PetPapá possui uma linha de dietas chamada Carinho Especial e é destinada a cães e gatos que necessitam de dietas com alguma limitação ou restrição. As dietas PetPapá Baixo Fósforo e CatPapá Baixo Fósforo possuem níveis controlados de proteína e fósforo, além de apresentarem alto teor de umidade (maior que 60%) e várias opções de sabores, para agradar os paladares mais exigentes.




Matt é um cão de 12 anos da raça Westie Terrier diagnosticado com DRC há mais de um ano. Sua alimentação já era natural desde final de 2016, quando ele passou da alimentação seca para nossos papás de Manutenção. Após o diagnóstico de DRC, passamos para a PetPapá Baixo Fósforo e a versão favorita dele é elaborada com adição de moranga. O gostinho doce o ajuda a comer bem. ;)




Uma característica importante de cães e gatos nefropatas, é a inapetência, principalmente nos estágios mais avançados da doença, ocasionando perda de peso, o que diminui a expectativa de vida desses pets.

Para reduzir a dificuldade de alimentação, pode-se fazer algumas alterações na rotina do pet:


  • Eliminar barreiras físicas (colares, por exemplo);

  • Tratar úlceras orais características da doença;

  • Tratar náuseas, vômitos e desidratação ANTES DE INICIAR A DIETA RESTRITIVA;

  • Realizar uma transição muito gradual da alimentação (durante semanas), tendo em vista que as dietas restritivas são menos palatáveis;

  • Amornar o alimento, para aumentar a palatabilidade;

  • EVITAR ALIMENTAÇÃO FORÇADA, visto que essa prática leva à associação negativa do pet em relação à alimentação.


 

Em resumo, a administração de dieta com baixo teor de fósforo em relação

à dieta de manutenção, afeta cães e gatos da seguinte forma [8-10]:


CÃES:

  • aumento da sobrevida

  • aumento da qualidade de vida

  • redução das crises urêmicas


GATOS:

  • redução de fosfato e PHT (hormônio paratireóide) plasmáticos

  • aumento da sobrevida

  • aumento da qualidade de vida

  • redução das crises urêmicas


Saiba mais sobre nossas opções de dietas em: www.petpapa.com.br




REFERÊNCIAS:


1. http://www.iris-kidney.com


2. Scott A. Brown, V.M.D., Ph.D.,3 Wayne A. Crowell, D.V.M., Ph.D., Jeanne A. Barsanti, D.V.M., M.S.,

Jerry V. White, D.V.M., and Delmar R. Finco, D.V.M., Ph.D. J Am Soc Nephrol 1991; 1:1169-1179.


3. Scott A.Brown, Cathy A. Brown, Wayne A. Crowell, Jeanne A. Barsanti, Timothy Allen, Christopher Cowell, Delmar R.Finco J Lab Clin Med 1998, 131: 447-455


4. Finco DR, Brown SA, Brown CA, Crowell WA, Sunvold G, Cooper TL. Am J Vet Res 1998, 59(5): 575-82.


5. Scherk M. A., Polzin D. J Vet Clinics of North Am: Small Anim Pract, 2016, 46: 1067-1094.


6. Buranakarl, C.; Mathur, S. S.; Brown, S. A. Am J Vet Res 2004, 65: 620-7.


7. Greco D. S.; Lees, G. E.; Dzendel, G.; arter, A. B. Am J Vet Res 1994; 55: 152-9.


8. Elliott J, Rawlings JM, Markwell PJ, Barber PJ. J Small Anim.Pract 2000, 41(6): 235-42.


9. Ross SJ, Osborne CA, Kirk CA, Lowry SR, Koehler LA, Polzin DJ. J Am Vet Med Assoc. 2006 Sep 15;229(6):949-57.


9. Jacob F, Polzin DJ, Osborne CA, Allen TA, Kirk CA, Neaton JD, Lekcharoensuk C, Swanson LL. J Am Vet Med Assoc 2002, 220(8): 1163-70.

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